Somos todos bilinguais.
Mesmo os que só sabem uma língua, são todos bilinguais.
Há vários tipos de linguagem como todos sabemos, tanto gestual como oral. Na oral temos os diferentes dialectos, as ortografias, as gramáticas, os sotaques (que podem ser forçados ou não), na gestual temos a típica para os que vivem para além da fala e da audição, como também temos a corporal, que é ainda complexo descrevê-la, fica para outra altura, altura melhor. Mas há também, como sabemos, dentro de cada fala e dentro de cada relacionamento uma língua... ou seja, um meio de comunicação único inscrito naqueles que estão presentes nesse dito relacionamento, seja num casal amoroso, através de olhares subtis ou pequenos maneirismos, como também se encontram em grupos de amigos, em que não é preciso muitas palavras para se expressarem. Em ambos os casos, existe uma rápida e forte compreensão dentro dos membros. Todos têm um par, todos têm alguém, há quem tenha mais que outros. Pode ser a tua mãe, o teu melhor amigo, os vossos primos, ou as vossas tias, mas todos nós temos alguém com quem Falar.
Preciso agora de encontrar que perceba a minha língua, os meus maneirismo, que são difíceis de compreender, especialmente quando me alteram o estado de espírito. Zangado, triste, são as piores etapas... agora falei como fosse o único que se zanga, ou o único que fica triste... sei perfeitamente que não. Sei. Sei do que se passa à minha volta, faz de mim alguém que não é burro... ou melhor... não faz de mim alguém que não é perspicaz. E agora depois deste texto, difícil de perceber, pergunto-te: Sabes Falar e Ouvir? Consegues perceber o que digo, agora, neste preciso momento? Quero que me percebas, que, para quando mais ninguém me ouvir, e quando mais ninguém me entender, tu o consigas fazer. Não quero estar sozinho. Odeio estar sozinho.
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